{"id":8337,"date":"2019-05-15T15:56:57","date_gmt":"2019-05-15T18:56:57","guid":{"rendered":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/?p=8337"},"modified":"2019-05-17T16:09:55","modified_gmt":"2019-05-17T19:09:55","slug":"game-thrones-e-breves-notas-sobre-negociacao-e-mediacao-de-conflitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2019\/05\/15\/game-thrones-e-breves-notas-sobre-negociacao-e-mediacao-de-conflitos\/","title":{"rendered":"Game of Thrones e breves notas sobre negocia\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o de conflitos"},"content":{"rendered":"<p>Os \u00faltimos acontecimentos da derradeira temporada da S\u00e9rie <em>Game of thrones<\/em> (GOT) causaram verdadeiro inc\u00eandio nas redes Sociais. Mais do que <em>king\u2019s landing<\/em> (Porto Real), as discuss\u00f5es pegaram fogo. Que tal entrarmos na onda e debatermos isso \u00e0 luz da gest\u00e3o de conflitos? Entre mortos e feridos, talvez ainda d\u00ea tempo de aprendermos algo com o ep.5 da 8\u00aa temporada. Se voc\u00ea quiser chegar ao Trono, caso ele ainda exista, esse artigo pode te ajudar.<\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o de conflitos, regulada pela Lei 13.140 de 2015<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, \u00e9 um m\u00e9todo de gerenciar conflitos que aposta na autonomia das partes para lidar com o caso. De fato, com a ajuda de um profissional capacitado e imparcial em rela\u00e7\u00e3o ao conflito, \u00e9 poss\u00edvel melhorar o ambiente de comunica\u00e7\u00e3o a ponto de que as partes possam criar um arranjo pac\u00edfico para a quest\u00e3o posta.<\/p>\n<p>Nesse vi\u00e9s, o C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, reconhecendo a relev\u00e2ncia do instituto, deixou claro o est\u00edmulo \u00e0 autocomposi\u00e7\u00e3o dos conflitos por meio da concilia\u00e7\u00e3o e da media\u00e7\u00e3o, em seu art. 3\u00ba, \u00a73\u00ba:<\/p>\n<p><em>CPC, art.3\u00ba, \u00a7 3\u00ba A concilia\u00e7\u00e3o, a media\u00e7\u00e3o e outros m\u00e9todos de solu\u00e7\u00e3o consensual de conflitos dever\u00e3o ser estimulados por ju\u00edzes, advogados, defensores p\u00fablicos e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, inclusive no curso do processo judicial.<\/em><\/p>\n<p><strong>Da Diferen\u00e7a entre a Negocia\u00e7\u00e3o e a Media\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o, presente em todas as temporadas da s\u00e9rie, difere-se da media\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. No entanto, s\u00e3o institutos que se tocam a todo o momento. Tal se d\u00e1 porque a negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 um campo comunicacional de troca de influ\u00eancias, na tentativa de uma autocomposi\u00e7\u00e3o. Para Deepak Malhotra:<\/p>\n<p>\u201ca negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo pelo qual duas ou mais partes que veem uma diferen\u00e7a em interesses ou perspectivas tentam chegar a um acordo.\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Por sua vez, a media\u00e7\u00e3o \u00e9 uma negocia\u00e7\u00e3o assistida por um terceiro imparcial. O mediador, por meio de t\u00e9cnicas e de posturas espec\u00edficas, visa a auxiliar nessa negocia\u00e7\u00e3o entre as partes. Assim, a negocia\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro do \u00e2mago da media\u00e7\u00e3o. Na pena de Diogo Almeida e de Fernanda Medina Pantoja:<\/p>\n<p><em>\u201cA media\u00e7\u00e3o pode ser definida, em s\u00edntese, como um processo din\u00e2mico de negocia\u00e7\u00e3o assistida, no qual o mediador, terceiro imparcial e sem poder decis\u00f3rio, auxilia as partes a refletirem sobre os seus reais interesses, a resgatarem o di\u00e1logo e a criarem, em coautoria, alternativas de benef\u00edcio m\u00fatuo, que contemplem as necessidades e possibilidades de todos os envolvidos, sempre sob um perspectiva voltada ao futuro da rela\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p><strong>S\u00f3 se tem sucesso na media\u00e7\u00e3o com o acordo entre as partes?<\/strong><\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o, presente nos mais diversos agrupamentos humanos, \u00e9 constitu\u00edda da figura de um terceiro que busca fomentar o di\u00e1logo entre as partes &#8211; verdadeiras protagonistas do conflito. Com precis\u00e3o, o art. 4\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da j\u00e1 citada lei explicita o cerne da media\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><em>Lei 13.140\/2015, Art. 4\u00ba, \u00a7 1\u00ba O mediador conduzir\u00e1 o procedimento de comunica\u00e7\u00e3o entre as partes, buscando o entendimento e o consenso e facilitando a resolu\u00e7\u00e3o do conflito.<\/em><\/p>\n<p>Ainda que n\u00e3o se consiga um acordo, muitas vezes o simples fato de as partes concordarem que discordam, j\u00e1 serve para acalmar os \u00e2nimos e permitir uma disputa mais leal. Nesse passo, a melhora no ambiente comunicacional \u00e9 o principal objetivo da media\u00e7\u00e3o, podendo da\u00ed ocorrer acordo ou n\u00e3o<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. \u00c9 o que defendemos. Busca-se, primariamente, criar um ambiente de confian\u00e7a com exposi\u00e7\u00e3o clara das necessidades e interesses dos envolvidos, estimulando-se a empatia e o engajamento m\u00fatuos no conflito.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi o que ocorreu no \u00faltimo domingo, em Porto Real.<\/p>\n<p><strong>For\u00e7a Bruta, Negocia\u00e7\u00e3o e a Pol\u00edtica em GOT:<\/strong><\/p>\n<p>Na impetuosa batalha do epis\u00f3dio 05, fomos apresentados a um cen\u00e1rio de \u201cFogo e sangue\u201d na saga pelo Trono: para alguns, uma surpresa; para outros, um retorno \u00e0 ess\u00eancia \u201craiz\u201d da s\u00e9rie, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 &#8211; ou n\u00e3o deveria haver &#8211; final feliz em GOT<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0s cenas de a\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel analisar as tentativas de arranjos negociais nessa \u00faltima temporada. E a negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 tema que, se por um lado, n\u00e3o se confunde com a media\u00e7\u00e3o, lhe \u00e9 t\u00e3o essencial como a liberdade \u00e9 para os Drag\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda numa apertada s\u00edntese sobre a media\u00e7\u00e3o, esta poderia ser definida como uma negocia\u00e7\u00e3o assistida, da\u00ed a essencialidade de se saber negociar, seja para as partes, seja para o mediador.<\/p>\n<p>Em GOT, devida \u00e0 intricada trama, dificilmente se v\u00ea um procedimento de media\u00e7\u00e3o tal como nos moldes atuais, porque quase sempre todos os personagens tem interesse nos assuntos tratados, n\u00e3o havendo, portanto, um terceiro imparcial, sem interesse no conflito, no papel de mediador &#8211; mesmo que Petyr Baelish tente te convencer do contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Desse modo, o estudo das negocia\u00e7\u00f5es, seus sucessos e fracassos, \u00e9 essencial para a pr\u00e1tica da media\u00e7\u00e3o, corroborando ainda mais sua utilidade.<\/p>\n<p>De acordo com o Programa de Negocia\u00e7\u00e3o de Harvard, segundo um de seus cofundadores, William Ury, temos mais chance de suprir nossas necessidades quando enxergamos nossos interlocutores como cocriadores<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> de uma solu\u00e7\u00e3o cooperativa de um problema comum.\u00a0 Ou seja, ao inv\u00e9s de presumirmos a m\u00e1-f\u00e9<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, devemos \u201csair de cena\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, de modo a alcan\u00e7ar um estado mental distanciado de nossas rea\u00e7\u00f5es mais impulsivas. Nesse sentido, o autor aconselha:<\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o fique furioso, n\u00e3o revide, consiga o que voc\u00ea quer. Em suma, a coisa mais natural a fazer ao se defrontar com uma pessoa ou situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 reagir. E \u00e9 tamb\u00e9m o maior erro que se pode cometer.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>A busca desse estado mental serve para refletirmos ponderadamente sobre as raz\u00f5es &#8211; reveladas e ocultas &#8211; dos comportamentos dos envolvidos no conflito. \u201cSe eu estivesse do outro lado do campo de batalha, faria o mesmo que eles? Se eu tivesse nascido no seio daquela Casa, pensaria como eles?\u201d. Essas indaga\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais para uma eficiente negocia\u00e7\u00e3o e capazes de possibilitar uma cocria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis, seja com a presen\u00e7a de um mediador (terceiro imparcial), seja por uma negocia\u00e7\u00e3o exclusiva entre as partes.<\/p>\n<p>No entanto, nada \u00e9 t\u00e3o simples em Westeros. Assim, para nos determos em uma an\u00e1lise espec\u00edfica, focaremos na pol\u00eamica decis\u00e3o da Dayenerys Targaryen de incendiar Porto Real e, posteriormente, especularemos acerca de uma alternativa negoci\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Mapeamento do conflito, prepara\u00e7\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o e tomada de decis\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>De modo sucinto, a negocia\u00e7\u00e3o pode ser dividida em tr\u00eas fases: an\u00e1lise, planejamento e discuss\u00e3o.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Como quase todas as negocia\u00e7\u00f5es s\u00e3o precedidas de conflitos, a an\u00e1lise da fase negocial perpassa pelo entendimento mais amplo poss\u00edvel do conflito, ao que muitos d\u00e3o o nome de \u201cmapeamento do conflito\u201d.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> Trata-se de uma verdadeira explora\u00e7\u00e3o do conflito, cuja m\u00e1xima \u00e9 observar e relatar.<\/p>\n<p>No decorrer da fase explorat\u00f3ria do processo de tomada da decis\u00e3o negocial, o primeiro passo \u00e9 termos consci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o conflituosa. Em outras palavras, devemos inventariar quais s\u00e3o os elementos do conflito: <em>o que, quando, onde, com quem e como<\/em> se d\u00e1 o conflito. Al\u00e9m disso, devemos nos atentar aos elementos conhecidos e velados, bem como \u00e0 dinamicidade desses elementos no desenrolar dos fatos.<\/p>\n<p>No que tange ao conflito em an\u00e1lise, temos como resposta \u00e0 pergunta <em>\u201co que?\u201d<\/em> justamente a disputa pelo Trono de Ferro e o controle pol\u00edtico dos sete Reinos.\u00a0 Mais imediatamente, a tomada da capital, Porto Real (<em>king\u2019s landing)<\/em>.<\/p>\n<p>Por sua vez, em resposta \u00e0s perguntas <em>\u201cquando?\u201d <\/em>e<em> \u201conde?\u201d,<\/em> temos que o fato ocorria em uma \u00e9poca indeterminada, em Westeros, especificamente em <em>king\u2019s landing<\/em>, ap\u00f3s a batalha contra o Rei da Noite, num dia com sol, sem chuva<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 pergunta <em>\u201cquem?\u201d<\/em> temos, de um lado, Cersei, na Fortaleza Vermelha, protegida por Euron e sua frota de navios, ao lado da Companhia Dourada e do remanescente do ex\u00e9rcito Lannister. E de outro, Dany, Tyrion, Jon Snow, e o restante das for\u00e7as Nortenhas, com os Imaculados e Dothraki.<\/p>\n<p>E quanto \u00e0 pergunta <em>\u201ccomo ocorre o conflito?\u201d<\/em>, por ser mais abrangente e por se misturar \u00e0 narrativa dos fatos, sua resposta e an\u00e1lise j\u00e1 vem sendo feita no texto e continuar\u00e1 nos pr\u00f3ximos par\u00e1grafos. Ressalta-se que a enumera\u00e7\u00e3o dessas perguntas se d\u00e1 t\u00e3o somente para fins did\u00e1ticos sendo, no entanto, evidente que as respostas se mesclam.<\/p>\n<p>Nesse \u00ednterim, o estudo sobre \u201c<em>como ocorre o conflito\u201d<\/em> percorre a an\u00e1lise de todos os outros elementos j\u00e1 abordados e, em especial, o estado circunstancial em que os personagens se encontravam.<\/p>\n<p>Dessa forma verifica-se que, em raz\u00e3o das severas derrotas militares e morais, Dany encontra-se num momento tremendamente perigoso para qualquer estrategista: o de ascens\u00e3o ao poder, numa investida militar feroz e temporariamente bem sucedida.<\/p>\n<p>Com os nervos \u00e0 flor da pele, em meio \u00e0 batalha, \u00e9 instintivo querer extrapolar no contra-ataque e pesar a m\u00e3o. A hist\u00f3ria humana \u00e9 cheia de retornos de p\u00eandulos, em que, nas voltas que o mundo d\u00e1, os oprimidos se tornam os opressores, e por vezes com maior trucul\u00eancia.<\/p>\n<p>Ainda na fase explorat\u00f3ria de como se d\u00e1 o conflito, e no que tange a quem s\u00e3o os personagens, desde logo \u00e9 v\u00e1lido pontuar que \u00e9 preciso que estes possuam autoconhecimento, tornando-se conscientes das pr\u00f3prias fraquezas e for\u00e7as. Assim agindo, ser\u00e1 poss\u00edvel uma gest\u00e3o adequada do conflito, de forma a instruir uma correta tomada de decis\u00e3o (negocial ou n\u00e3o).<\/p>\n<p>Nesse sentido, nos remetemos aos ensinamentos cl\u00e1ssicos de Sun Tzu:<\/p>\n<p><em>\u201cAquele que conhece o inimigo e a si mesmo, ainda que enfrente cem batalhas, jamais correr\u00e1 perigo. Aquele que n\u00e3o conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, \u00e0s vezes ganha, \u00e0s vezes perde. Aquele que n\u00e3o conhece nem o inimigo nem a si mesmo est\u00e1 fadado ao fracasso e correr\u00e1 perigo em todas as batalhas.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p>Nesse sentido, no vi\u00e9s do autoconhecimento e situacional, a Dayenerys havia acabado de executar um conselheiro (Varys), um dos personagens mais astutos da s\u00e9rie; andava extremamente desconfiada do outro membro do conselho (Tyrion Lannister), cujas recomenda\u00e7\u00f5es ocasionaram perdas militares e pessoais para a M\u00e3e dos Drag\u00f5es. Entre essas perdas, destacam-se as mortes de Sir Jorah Mormont, de Missandei, e de dois de seus tr\u00eas drag\u00f5es, os quais ela via como filhos.<\/p>\n<p>Verifica-se, ainda, que, de t\u00e3o abalada, Dayenerys sequer estava se alimentando bem (talvez temendo um envenenamento) o que, biologicamente, pode afetar o seu poder decis\u00f3rio. Al\u00e9m disso, mesmo com papel essencial na vit\u00f3ria dos vivos contra os mortos, contra o Rei da Noite, n\u00e3o se sentiu pr\u00f3xima do povo de Westeros, tendo esse isolamento sido marcadamente demonstrado no epis\u00f3dio 4\u00aa da 8\u00aa temporada.<\/p>\n<p>Ainda na fase de mapeamento do conflito, no vetor do heteroconhecimento e circunstancial, do lado de dentro da fortaleza vermelha, nunca antes tomada, a nada menos poderosa Cersei Lannister lhe antagonizava.<\/p>\n<p>Com os conselhos de Qyburn, Cersei arquitetou a aquisi\u00e7\u00e3o de vantagens estrat\u00e9gicas e militares. Primeiro, mentiu ao n\u00e3o levar seus ex\u00e9rcitos ao Norte, preservando-os. Segundo, enquanto seus inimigos se desgastavam na luta contra o Rei da Noite, fortaleceu suas muralhas<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. Terceiro, contratou mercen\u00e1rios vindos de outro continente, a Companhia Dourada. Como quarto destaque, no dia da batalha, a ent\u00e3o Rainha dos Sete Reinos \u201cprotegeu o povo\u201d, dando-lhe abrigo dentro da Fortaleza Vermelha, mas verdadeiramente imaginando-os como uma cortina de ferro humana, de forma a aumentar os custos pol\u00edticos da morte de inocentes.<\/p>\n<p>Em termos t\u00e9cnicos, com essas atitudes, Cersei fortalecia sua BATNA\/MAPAN<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>, ainda que de modo moralmente question\u00e1vel. Ou seja, ela robustecia sua \u201c<em>Best Alternative to a Negotiated Agreement<\/em>\u201d (BATNA), ou sua \u201c<em>Melhor Alternativa a um Acordo negociado<\/em>\u201d (MAPAN), isto \u00e9, supria suas necessidades sem precisar acordar com seus advers\u00e1rios. No caso, a BATNA escolhida foi proteger a capital dos Sete Reinos por meio do combate. Em trecho preciso:<\/p>\n<p><em>\u201cA raz\u00e3o pela qual se negocia \u00e9 produzir um resultado melhor do que se conseguiria sem negocia\u00e7\u00e3o. E que resultados seriam esses? Quais seriam as alternativas? Qual seria a sua MAPAN \u2013 Melhor alternativa para um acordo negociado? Este \u00e9 o padr\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o com que qualquer proposta de acordo deve ser comparada. Este \u00e9 o \u00fanico padr\u00e3o que poder\u00e1 proteg\u00ea-lo tanto de aceitar termos excessivamente desfavor\u00e1veis quanto de rejeitar termos que seriam de seu interesse aceitar. Sua MAPAN n\u00e3o apenas \u00e9 uma forma de mensura\u00e7\u00e3o melhor. Tem tamb\u00e9m a vantagem de ser suficientemente flex\u00edvel para permitir a explora\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es imaginativas. Em vez de eliminar qualquer solu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o alcance o seu valor finar, voc\u00ea poder\u00e1 comparar a proposta \u00e0 sua MAPAN para verificar se ela atenderia melhor aos seus interesses.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>A Escalada do Conflito &#8211; Fogo e Sangue em Porto Real <\/strong><\/p>\n<p>Ao prosseguir na investiga\u00e7\u00e3o do conflito, verifica-se que, embora com maior tempo de prepara\u00e7\u00e3o, Cersei n\u00e3o conteve a f\u00faria de Dayenerys. Drogon foi fulminante e arrebatador \u2013 o recurso militar mais poderoso em jogo fez seu nome.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio da decis\u00e3o de Dany, portanto, era esse: uma vit\u00f3ria militar extremamente prov\u00e1vel, com a cidade rendida, ao toque dos Sinos.<\/p>\n<p>Nesse passo, a delimita\u00e7\u00e3o do principal objeto deste artigo \u00e9 a decis\u00e3o de Dayenerys por atacar civis e tropas rendidas e destruir instala\u00e7\u00f5es n\u00e3o militares de <em>King\u2019s Landing<\/em>, quando a vit\u00f3ria j\u00e1 lhe era iminente, ao inv\u00e9s de adotar uma negocia\u00e7\u00e3o com os envolvidos (inimigos rendidos e o povo).<\/p>\n<p>Num olhar prematuro, os f\u00e3s incondicionais da Quebradora das Correntes, outro T\u00edtulo da M\u00e3e dos Drag\u00f5es, defendem sua trucul\u00eancia, inclusive contra civis, com base nos ensinamentos de Maquiavel: <em>\u201centre governar com base no medo ou no amor, prefira o medo\u201d<\/em>. Argumentam ainda, que, numa conversa privada com Jon Snow, Dany teria finalmente conclu\u00eddo que ser amada pelo povo de Westeros lhe era imposs\u00edvel \u201cna condi\u00e7\u00e3o de estrangeira\u201d, sendo obrigada a escolher o medo para alcan\u00e7ar o trono.<\/p>\n<p>Num olhar posterior e mais racional, j\u00e1 que afastado do calor do momento, \u00e9 poss\u00edvel perceber o desacerto de tal decis\u00e3o do ponto de vista negocial e estrat\u00e9gico. Com efeito, um mediador fez falta no epis\u00f3dio 5\u00ba da 8\u00aa temporada, para azar de todos os envolvidos, haja vista que at\u00e9 os aliados quase foram mortos &#8211; literalmente &#8211; por \u201cfogo amigo\u201d.<\/p>\n<p>Antes de os mais apressados advogarem que GOT teve sucesso justamente por mostrar toda a crueldade humana, sem se preocupar com finais felizes, traz-se a reflex\u00e3o de que a articula\u00e7\u00e3o e a negocia\u00e7\u00e3o fizeram personagens sem habilidades de luta, ou mesmo sem conhecimento militar, figurarem como favoritos ao trono (Cersei e Sansa) ou pelo menos permanecerem vivos at\u00e9 o momento (Tyrion<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a> e Sansa).<\/p>\n<p>Provada a relev\u00e2ncia da Negocia\u00e7\u00e3o em GOT, o desacerto da decis\u00e3o se revela porque a Nascida da Tormenta se precipitou num momento de \u00f3dio \u2013 faltou-lhe o autoconhecimento mencionado acima. N\u00e3o havia qualquer necessidade de, \u00e0quela altura, matar civis inocentes para garantir o trono para si (seu objetivo principal).<\/p>\n<p>Do ponto de vista t\u00e9cnico, Daenerys tomou atitudes pouco adequadas aos seus fins e necessidades<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>, com altos custos em termos relacionais e materiais, comprometendo o futuro do seu Reinado. De fato, sequer sabemos se o pr\u00f3prio Trono de Ferro resistiu \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com efeito, nos parece um caso cl\u00e1ssico de profecia autorrealiz\u00e1vel<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a>, qui\u00e7\u00e1, um autoetiquetamento: ao acreditar que n\u00e3o era amada e respeitada, perdeu a chance de governar pelo amor e pelo respeito, deixando, ap\u00f3s o ataque, poucas op\u00e7\u00f5es de governo que n\u00e3o o baseado justamente no medo ou no terror<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a>. \u00a0Portanto, tomou atitudes que s\u00f3 ajudaram a concretizar seus receios.<\/p>\n<p>Em outras palavras, Daenerys impediu ou dificultou que o respeito por si pudesse florescer com o tempo, \u201cquebrando a roda das Casas\u201d (sistema social de Westeros), que era seu desejo original. Assim, perdeu a oportunidade de assumir o trono como uma desconhecida estrangeira, aos olhos do povo, que teria minimamente a chance de provar seu valor aos seus s\u00faditos.<\/p>\n<p>Somado a isso, o cen\u00e1rio n\u00e3o era t\u00e3o desfavor\u00e1vel quanto lhe parecia. A boa-f\u00e9 de Tyrion estava temporariamente comprovada ao lhe entregar o traidor Varys. Ademais, havia ainda o respeito que Jon Snow lhe nutria, jurando-lhe lealdade, apesar de lhe negar os desejos da carne e de confidenciar sua origem biol\u00f3gica \u00e0 sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Portanto, negocialmente, ao som de \u201cDracarys!\u201d, a M\u00e3e dos Drag\u00f5es tomou atitudes que prejudicaram seu relacionamento com aliados (Jon Snow, e os Starks \u2013 agora com mais motivos para desconfian\u00e7as) e futuros s\u00faditos (popula\u00e7\u00e3o de capital do Reino). Dito de outro modo, na linguagem popular, Daenerys \u201cqueimou cartucho\u201d, pois utilizou medidas desproporcionais aos objetivos imediatos que possu\u00eda em mente.<\/p>\n<p>Na linguagem t\u00e9cnica, ela desperdi\u00e7ou recursos e prejudicou a constru\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com seus interlocutores mais caros. Com Tyrion, quebrou a promessa de cessar o ataque com a rendi\u00e7\u00e3o ao Toque dos Sinos e, com Jon, tomou uma atitude desproporcional que ele jamais esperava. Suas a\u00e7\u00f5es, portanto, arranharam ainda mais a rela\u00e7\u00e3o com o povo, e com a Casa Stark.<\/p>\n<p>Das duas, uma: ou sua BATNA\/MAPAN era desconhecida e ela n\u00e3o sabia que n\u00e3o precisaria atacar inocentes para chegar ao trono; ou era muito prec\u00e1ria e custosa (para o caso de ela propositalmente ter estipulado como \u201cqueimar tudo\u201d uma alternativa vi\u00e1vel a um acordo com os sobreviventes).<\/p>\n<p><strong>Alternativa \u00e0 barb\u00e1rie <\/strong><\/p>\n<p>A alternativa mais vantajosa, negocial e politicamente, seria punir apenas Cersei, por ato de trai\u00e7\u00e3o, de modo a poupar a popula\u00e7\u00e3o, os militares rendidos e as instala\u00e7\u00f5es da capital, negociando com os sobreviventes a organiza\u00e7\u00e3o para seu futuro reinado. Dany poderia ter protegido o consenso naturalmente surgido pela rendi\u00e7\u00e3o da cidade, n\u00edtido com o soar dos sinos e com a baixa das armas do ex\u00e9rcito Lannister.<\/p>\n<p>Assim agindo, Daenerys capitalizaria recursos do inimigo aos seus interesses e necessidades leg\u00edtimos, para o bem do reino e das futuras negocia\u00e7\u00f5es do porvir. Se seria aceita, amada ou temida, n\u00e3o se sabe. Possivelmente, o povo sentiria todas essas emo\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo e em diversos graus. No entanto, o amor e o respeito precisam de tempo para que suas sementes germinem, e queimar a terra na qual poderiam florescer, certamente, n\u00e3o ajuda. \u00c0s vezes, \u00e9 s\u00f3 de uma chance que precisam. Por\u00e9m, n\u00e3o foi dessa vez; n\u00e3o em Porto Real.<\/p>\n<p><strong>O custo negocial e pol\u00edtico de se governar pelo medo e pelo terror<\/strong><\/p>\n<p>O que se pode notar da ado\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de governo pelo medo e pelo terror \u00e9 a vida em constante desconfian\u00e7a, prato cheio para loucuras e paranoias. A longo prazo, \u00e9 quase sempre uma postura autodestrutiva, at\u00e9 pela escalada dos conflitos com os ciclos retroalimentados de viol\u00eancia e de vingan\u00e7a que se instauram e se perpetuam.<\/p>\n<p>Inclusive, h\u00e1 quem aposte que Daenerys sequer chegar\u00e1 ao Trono de Ferro, possivelmente assassinada por um de seus antigos aliados \u2013 veremos. De qualquer forma, fica o oportuno registro de que, em GOT, \u201c<em>a noite \u00e9 escura e cheia de terrores<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nesse breve espa\u00e7o, p\u00f4de-se avaliar a decis\u00e3o de Daenerys Targaryen sob o vi\u00e9s da negocia\u00e7\u00e3o e do mapeamento do conflito, assuntos essenciais para a pr\u00e1tica de media\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conclui-se que havia alternativas ao ataque a inocentes, pelos motivos acima elencados, tendo-lhe faltado uma vis\u00e3o prospectiva de seu eventual Reinado.<\/p>\n<p>Na vida ou na arte, sem preju\u00edzo de uma imitar a outra, o caminho \u00e1rduo para Trono tamb\u00e9m \u00e9 permeado de consensos, com boas oportunidades de refor\u00e7armos la\u00e7os leg\u00edtimos de respeito m\u00fatuo. Saibamos encontrar essas oportunidades, cultiv\u00e1-las e cri\u00e1-las, sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Apenas dessa forma \u00e9 poss\u00edvel contribuir para a cria\u00e7\u00e3o de uma cultura de paz<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a>, \u201c<em>for the good of the realm<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/p>\n<p><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o desse texto n\u00e3o seria poss\u00edvel sem a arguta e preciosa contribui\u00e7\u00e3o da advogada Anna Paula Vieira Ribeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, 15 de maio de 2019<\/p>\n<p><em>Leonardo Scofano Osso de Azevedo<\/em><\/p>\n<p><em>Advogado e Mediador de conflitos<\/em><\/p>\n<h3><\/h3>\n<h4><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Art. 1\u00ba Esta Lei disp\u00f5e sobre a media\u00e7\u00e3o como meio de solu\u00e7\u00e3o de controv\u00e9rsias entre particulares e sobre a autocomposi\u00e7\u00e3o de conflitos no \u00e2mbito da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Considera-se media\u00e7\u00e3o a atividade t\u00e9cnica exercida por terceiro imparcial sem poder decis\u00f3rio, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver solu\u00e7\u00f5es consensuais para a controv\u00e9rsia.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Para um profundo debate sobre o conceito de media\u00e7\u00e3o e sua diferen\u00e7a para o conceito de concilia\u00e7\u00e3o, checar \u201cA media\u00e7\u00e3o no novo c\u00f3digo de processo civil \/ coordena\u00e7\u00e3o Diogo Assump\u00e7\u00e3o Rezende de Almeida, Fernanda Medina Pantoja, Samantha Pelajo. \u2013 Rio de Janeiro : Forense, 2015, p\u00e1ginas 55 e seguintes.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Acordos quase imposs\u00edveis : como superar impasses e resolver conflitos dif\u00edceis sem usar dinheiro ou for\u00e7a \/ Deepak Malhotra ; tradu\u00e7\u00e3o: Francisco Ara\u00fajo da Costa. \u2013 Porto Alegre : Bookman, 2017, p. 5.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Media\u00e7\u00e3o de Conflitos: para iniciantes, praticantes e docentes \/ Coordenadoras Tania Almeida, Samantha Pelajo e Eva Jonathan \u2013 Salvador: Ed. JusPodvim, 2016, p.88<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> \u201c<em>A media\u00e7\u00e3o pode adotar procedimentos e concep\u00e7\u00f5es de uma ou mais escolas te\u00f3ricas, como a linear (ou de Harvard), a transformativa, a circular-narrativa etc. Nem sempre a obten\u00e7\u00e3o do acordo \u00e9 o \u00fanico objetivo. Como m\u00e9todo de an\u00e1lise interdisciplinar do conflito, a media\u00e7\u00e3o visa adicionalmente \u00e0 fomenta\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo e \u00e0 harmoniza\u00e7\u00e3o, no acordo final, dos interesses de todos os envolvidos<\/em>.\u201d In Media\u00e7\u00e3o de Conflitos: para iniciantes, praticantes e docentes \/ Coordenadoras Tania Almeida, Samantha Pelajo e Eva Jonathan \u2013 Salvador: Ed. JusPodvim, 2016, p 90 e 205 (especificamente sobre o modelo de media\u00e7\u00e3o transformativa).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Fala cl\u00e1ssica de Ramsay Snow: \u201c<em>Se voc\u00ea acha que isso vai acabar bem, n\u00e3o est\u00e1 prestando aten\u00e7\u00e3o.\u201d.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a>\u00a0 Como chegar ao sim: como negociar acordos sem fazer concess\u00f5es \/Roger Fisher, William Ury e Bruce Patton; tradu\u00e7\u00e3o Ricardo Vasques Vieira \u2013 1\u00aa ed. \u2013 Rio de Janeiro: Solomon, 2014, p\u00e1ginas 34, 47 e 48.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a><em> \u201cConsidere todas as poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para o comportamento do outro lado. N\u00e3o comece pressupondo incompet\u00eancia ou m\u00e1-f\u00e9.\u201d In <\/em>Acordos quase imposs\u00edveis : como superar impasses e resolver conflitos dif\u00edceis sem usar dinheiro ou for\u00e7a \/ Deepak Malhotra ; tradu\u00e7\u00e3o: Francisco Ara\u00fajo da Costa. \u2013 Porto Alegre : Bookman, 2017, p. 141.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Negocie para vencer: instrumentos pr\u00e1ticos e criativos para chegar ao sim \/ William L. Ury; [tradu\u00e7\u00e3o Regina Amarante]. \u2013 2. Ed. ver. E atual.. \u2013 S\u00e3o Paulo : HSM Editora, 2013, p\u00e1ginas 55 e seguintes.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Negocie para vencer: instrumentos pr\u00e1ticos e criativos para chegar ao sim \/ William L. Ury; [tradu\u00e7\u00e3o Regina Amarante]. \u2013 2. Ed. ver. E atual.. \u2013 S\u00e3o Paulo : HSM Editora, 2013, p. 74.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Como chegar ao sim: como negociar acordos sem fazer concess\u00f5es \/Roger Fisher, William Ury e Bruce Patton; tradu\u00e7\u00e3o Ricardo Vasques Vieira \u2013 1\u00aa ed. \u2013 Rio de Janeiro: Solomon, 2014, p. 36<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Caixa de ferramentas em media\u00e7\u00e3o: aportes pr\u00e1ticos e te\u00f3ricos. \/ Tania Almeida. \u2013 S\u00e3o Paulo: Dash, 2013, p. 59 e 223.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Caso fosse um dia com nevoeiro, neve ou mesmo uma tempestade, o desempenho de Drogon poderia n\u00e3o ser o mesmo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> A arte da guerra: os treze cap\u00edtulos originais \/ Sun Tzu; adapta\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Nikko Bushid\u00f4. S\u00e3o Paulo: Jardim dos Livros, 2007, p. 45.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Para um breve relato hist\u00f3rico de que Elizabeth I, rainha da Inglaterra, tamb\u00e9m jogava seus inimigos uns contra os outros, checar: As grandes estrat\u00e9gias: de Sun Tzu a Franklin Roosevelt, como os grandes l\u00edderes mudaram o mundo \/ John Lewis Gaddis. \u2013 S\u00e3o Paulo: Planeta do Brasil, 2019, p 133.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Como chegar ao sim: como negociar acordos sem fazer concess\u00f5es \/Roger Fisher, William Ury e Bruce Patton; tradu\u00e7\u00e3o Ricardo Vasques Vieira \u2013 1\u00aa ed. \u2013 Rio de Janeiro: Solomon, 2014, p. 105 e ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Como chegar ao sim: como negociar acordos sem fazer concess\u00f5es \/Roger Fisher, William Ury e Bruce Patton; tradu\u00e7\u00e3o Ricardo Vasques Vieira \u2013 1\u00aa ed. \u2013 Rio de Janeiro: Solomon, 2014, p. 107.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> A sabedoria de Tyrion Lannister\/ Lambert Oaks; [tradu\u00e7\u00e3o de Eloise De Vylder]. \u2013 S\u00e3o Paulo: Universo dos Livros, 2017, p. 5.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> As grandes estrat\u00e9gias: de Sun Tzu a Franklin Roosevelt, como os grandes l\u00edderes mudaram o mundo \/ John Lewis Gaddis. \u2013 S\u00e3o Paulo: Planeta do Brasil, 2019, p 107.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a>\u00a0 Comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta : t\u00e9cnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais \/ Marshall B. Rosenberg ; [tradu\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Vilela]. \u2013 S\u00e3o Paulo: \u00c1gora, 2006, p\u00e1ginas 65-66.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> Era um bom momento para aprender com seus inimigos, por exemplo, com a fala de Tywin Lanniser: <em>\u00a0\u201cQuando seus inimigos o desafiam, trate-os com a\u00e7o e fogo. Mas quando caem de joelhos, ajude-os a colocar-se novamente em p\u00e9<\/em>.\u201d <em>In<\/em> [21] A sabedoria de Tyrion Lannister\/ Lambert Oaks; [tradu\u00e7\u00e3o de Eloise De Vylder]. \u2013 S\u00e3o Paulo: Universo dos Livros, 2017, p. 189.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> A media\u00e7\u00e3o no novo c\u00f3digo de processo civil \/ coordena\u00e7\u00e3o Diogo Assump\u00e7\u00e3o Rezende de Almeida, Fernanda Medina Pantoja, Samantha Pelajo. \u2013 Rio de Janeiro: Forense, 2015, p. 43; Media\u00e7\u00e3o de Conflitos: para iniciantes, praticantes e docentes \/ Coordenadoras Tania Almeida, Samantha Pelajo e Eva Jonathan \u2013 Salvador: Ed. JusPodvim, 2016, p. 124 e 531 etc.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> \u201c<em>Para o bem do Reino<\/em>\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre, da frase tradicional de Varys.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os \u00faltimos acontecimentos da derradeira temporada da S\u00e9rie Game of thrones (GOT) causaram verdadeiro inc\u00eandio nas redes Sociais. Mais do que king\u2019s landing (Porto Real), as discuss\u00f5es pegaram fogo. Que tal entrarmos na onda e debatermos isso \u00e0 luz da gest\u00e3o de conflitos? 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